Aniversário de Renato Russo


Hoje ele faria 56 anos. Um artista cuja obra dispensa qualquer resenha.

Eu era jovem demais para ir num show da Legião Urbana na década de 80, mas nem por isso sou menos fã.

Meu maior ídolo se foi, mas faz parte do que me fez ser quem sou hoje. Sua música urbana moveu e ainda move gerações de corações partidos, meninos e meninas, faroestes caboclos, com a atualidade e a perfeição de plantas embaixo do aquário.

Parte dos barcos que seu giz desenhou continuam a deriva até hoje, mas nada é tão metal contra as nuvens que não seja capaz de trazer de volta quem inventou o amor. Afinal ainda estamos perdidos no espaço em busca do petróleo do futuro.

Quase sem querer eu sei que não é tempo perdido dizer mais do mesmo, afinal a atualidade de sua obra parece ser eterna. Dá até tédio, desses com um T bem grande.

Mas pais e filhos ainda podem ver o amor em uma tarde de um dia perfeito, quando o sol bater na janela do quarto. E aí veremos que há tempos os anjos já terão deixado de achar que o mundo anda tão complicado.

Que venham mais ventos no litoral, com sua melodia sereníssima trazer l’avventura para essa montanha mágica que é a vida. E quando uma outra estação chegar, antes das seis, as flores do mal tenham encontrado o sagrado coração.

Minha singela homenagem ao maior poeta da música brasileira de todos os tempos.