A Guerra Que Salvou a Minha Vida, por Kimberly Brubaler Bradley.

Ai gente, esse livro ❤️!

Quando começamos a resenha com um suspiro assim, só pode ser coisa boa! A guloseima de hoje é uma das melhores leituras que já fiz. Tanto é que não consegui largar este livro. Até pra academia eu o levei!Vou começar diferente dessa vez, abordando a questão da qualidade da edição da Darkside:

PUTA QUE PARIU! QUE EDIÇÃO MARAVILHOSA!

Pronto! Um ataque de pelanca mais que adequado para resumir a qualidade da edição, inclusive da tradução e da revisão.

Sobre a autora:

Kimberly Brubaker Bradley vive com o marido e os filhos em uma fazenda no sopé das Montanhas Apalaches, entre pôneis, cães, gatos, ovelhas, cabras, e muitas, muitas árvores. É autora de vários livros, entre eles Leap of Faith e Jefferson’s Sons. A Guerra que Salvou a Minha Vida ganhou o Newbery Honor Book, o Schneider Family Book Award e o Josette Frank Award, além de ter sido eleito entre os melhores livros de 2015 pelo Wall Street Journal, a revista Publishers Weekly, a New York Public Library e a Chicago Public Library, entre outros. Saiba mais em kimberlybrubakerbradley.com.

Sinopse da editora:

Visite o site da Darkside!

Resenha e minha experiência de leitura:

Ada e seu irmão mais novo Jamie vivem com a Mãe (único personagem do livro que não tem nome) em um lugar precário de Londres, na época da Segunda Guerra Mundial.

Ada nasceu com uma deficiência física: seu pé é torto. Por conta disso, a Mãe a destrata de todas as formas, retirando de Ada toda a autoestima e dignidade, escondendo-a do mundo. Enquanto seu irmão, apesar de não receber o melhor tratamento, tem alguns “privilégios”, incluindo o de sair para a rua.

Ada vê o mundo por uma janela. A partir disso, ela narra os acontecimentos. Proibida de sair de casa, é obrigada pela Mãe a fazer boa parte das tarefas domésticas e cuidar do irmão. Detalhe: a Mãe não ensinou Ada a caminhar nem a encorajou, ela faz tudo rastejando.

E, mesmo com a sensação de que a Mãe me odiava, ela tinha que me amar, não tinha? Tinha que me amar, pois era minha mãe.

Mas, com a ameaça de um ataque alemão, Ada vê inocentemente alguma esperança, pois fica sabendo que crianças serão evacuadas para o campo. Então ela se esforça para aprender a caminhar, para que ela possa fugir da guerra. Mas a Mãe a desencoraja afirmando que ninguém iria querer uma aleijada imunda e que somente Jamie seria evacuado.

O que era um mar? Eu não sabia de nada, nada.

Mesmo assim, Ada persiste. Escondida da Mãe, aprende a andar e foge com o irmão rumo ao trem dos evacuados. Foi uma viagem relativamente longa, aos olhos de uma criança, porém cheia de novidades para a menina que não conhecia nada do mundo, desde a relva até mesmo os animais.

Eu servia pra usar os descartes de Maggie ou as roupas simples das lojas, mas não isso, não esse vestido lindo.

Chegando ao destino, todas as outras crianças são escolhidas, exceto eles dois. Então uma senhora que trabalha numa entidade de mulheres para a guerra, o Serviço Voluntário Feminino (SFV) decide levá-los para a casa da melancólica Susan Smith.

“Deixa de insolência”, ela disse. Sua boca se contorceu no sorriso que me apertava as entranhas. “Você não pode ir embora. Nunca vai poder. Está presa aqui, bem aqui nesta casa, com ou sem bombas.”

Susan vivia sozinha num pequeno sítio, com o pônei Manteiga e a lembrança de uma pessoa muito amada que ela havia perdido. Susan não queria ficar com as crianças, mas não encontra outra opção. E eu paro por aqui, porque o livro é lindo demais e merece ser lido na íntegra!

É a gente, concluí. Jogados pra todo lado. Estamos abalados por uma tormenta.

O período de adaptação (se é que houve adaptação) para a nova realidade não foi nada fácil. Ada, além de ter que lidar com a Guerra, teve que lidar com seus conflitos externos e com a realidade que a cercava imediatamente. Acontecimentos trágicos, uma reviravolta, uma bela amizade e um reencontro tornam o livro difícil de largar!

Eu tinha tanta coisa. Sentia tanta tristeza.

É interessante ver como a Ada amadurece ao longo da estória. Sua linguagem bastante infantil no início do livro, reflete toda a sua inocência, alienação e falta de segurança diante do mundo. Ao final da narrativa, Ada é uma outra menina, apesar da linguagem continuar infantil. E junto com ela, Jamie e Susan também evoluem. A autora foi muito feliz em demonstrar tudo isso de uma maneira tão sublime apesar das tragédias da Guerra.

Burra. Retardada. Educável. Zelosa. Eram só palavras. Eu estava tão cansada de palavras sem sentido.

Enfim, é uma leitura, apesar de triste, muito cativante e LINDA! Vale a pena cada página lida. Uma estória sobre os conflitos que a vida pode nos impor. É também sobre como o amor pode estar onde menos se espera (assim como pode não estar onde deveria) e o seu poder de transformação. Já estou louco para ler a continuação, que é “A guerra que me ensinou a viver”. Não vejo a hora de tê-lo em minhas mãos!

Sua coragem, sua disposição e sua determinação levarão você à vitória.

Conselho do tio: Quer se emocionar? Então leia esse livro! Corações mais sensíveis podem soluçar. É LINDO!

Nota: Não vou mais dar notas aqui no blog. Mas se você faz questão de ver as estrelas, pode visitar meus perfis no Skoob ou no Goodreads. Depois não diga que a culpa é delas.

Adquirido em: 12/05/2017.

Lido: 27 a 29/03/2018.

Formato:hardcover.

Plataforma: papel.

Quanto paguei: 36,54.

Editora/Selo: Darkside.

Livros relacionados:Onde Cantam os Pássaros, A Menina Submersa: memórias, O Último Adeus, Em Algum Lugar nas Estrelas, A Guerra que me Ensinou a Viver, Minha Vida Fora dos Trilhos.

Anúncios

1 comentário Adicione o seu

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s