Great Western Trail, jogo de tabuleiro, de Alexander Pfister.

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Finalizando o especial sobre o boardgame designer do momento, o Alexander Pfister, trazemos hoje o mais recente de seus jogos, ao menos até o momento da publicação deste texto, pois vimos que o cara é uma máquina.

Em Great Western Trail (A.K.A. GWT), que é um devorador de mesas, os jogadores assumem papel de vaqueiros do século XIX que têm como meta enviar seu gado de trem para cidades dos Estados Unidos a partir de Kansas City, para ganhar dinheiro e pontos de vitória. Mas, para chegar em Kansas City com seu rebanho, ele precisa atravessar o Texas e enfrentar certos imprevistos, como enchentes, conflitos com índios, desabamentos e períodos de seca.

Além disso, é necessário contratar engenheiros (para administrarem a linha de trem), vaqueiros (para cuidarem do rebanho) e artífices (para edificarem as construções privativas).

O jogo funciona em turnos, que são etapas da viagem do vaqueiro do Texas até Kansas, nos quais o jogador movimenta seu peão para uma das localidades, realiza as ações e adquire novas cartas. O caminho a ser seguido no tabuleiro não permite que o peão volte movimentos.

Ao chegar em Kansas, alimenta-se o mercado com trabalhadores disponíveis ou acrescenta-se um obstáculo ao tabuleiro, entrega-se o gado e recebe o dinheiro correspondente, descartam-se as cartas e compram-se outras. Depois o vaqueiro deve voltar à origem e refazer o caminho.

Cada jogador possui seu próprio deck, incrementado-o no decorrer da partida, que representa o seu rebanho, além de controlar, em seu tabuleiro individual, algumas habilidades que são liberadas à medida em que cidades são abastecidas. A locomotiva representa a capacidade de entrega do vaqueiro, quanto mais cidades a locomotiva visitar durante a partida, sem regredir, menor é o custo da entrega do gado.

Não é um jogo com uma dinâmica difícil de aprender, mas seu grau estratégico é elevado, o que o leva a um patamar dos jogos difíceis de se dominar nas primeiras partidas.

Assim como Mombasa, ele é uma saladona de mecânicas simples, que influenciam umas nas outras, e que deixam o jogo harmônico e complexo. Ele é um pouco mais simples que Mombasa e é o queridinho de muitos, que afirmam que este é o melhor jogo do Pfister (eu avisei que iria dizer isso em praticamente todos os posts dessa série especial).

Interessante é que, depois das mecânicas desenvolvidas, pensou-se num tema relacionado à produção de petróleo, mas uma ideia nova surgiu e a temática de fazendeiro/cowboy/faroeste deixou o jogo muito atrativo e gostoso de jogar. Como os especialistas dizem: o jogo é muito elegante.

 

 

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Prêmios: Estávamos todos na expectativa de ele ganhar alguma categoria do Spiel de Jahres, mas tinha a concorrência forte do Terraforming Mars (que também merece um post aqui no GN). Acabou que nenhum dos dois levou o prêmio. GWT foi indicado ao prêmio do Dice Tower nas categorias de melhor jogo do ano de 2016 e melhor jogo de estratégia, do mesmo ano e, por isso, recebeu um selo de excelência do Dice Tower. Também entrou na lista de recomendações da categoria Kennerspiel do Spiel des Jahres. Mas acho que ele merece muito mais que isso.

Jogadores: 2 a 4.

Tempo: em torno de 3 horas.

Mecânicas: movimento ponto a ponto, colocação de tiles, gestão de mão, deck building e tem um pouco de controle de área também.

Domínio: jogo de estratégia pesada.

Dificuldade: difícil.

Tema: faroeste.

Porque gosto desse jogo: Pelos mesmos motivos que justificam meu amor pelo Mombasa: ele possui um “modo tutorial” para as primeiras partidas, para que as regras sejam compreendidas antes que configurações mais complexas do jogo sejam colocadas na mesa. Mas o modo tutorial já é suficiente para deixar os jogadores desnorteados (no ótimo sentido). Um ótimo desafio para uma tarde de fim de semana. Além disso, possui um tema mais presente para um euro, o que o deixa mais interessante. É desafiador, pois possibilita possibilita várias opções de estratégia, além de ficar lindo na mesa. Já quero jogar de novo!

Preço na editora: 239,90 (Conclave).

Finalizamos por aqui a série especial sobre este aclamado criador de jogos de tabuleiro. Como percebemos, suas criações são muito bem vistas tanto pelo público jogador quanto pela crítica especializada, pois além de ter recebidos muitos prêmios, teu nome figura em muitas listas de recomendações e indicações. São todos jogos excelentes, desafiadores, com opções que agradam tanto jogadores iniciantes quanto os mais experientes, e que proporcionam muitas horas de diversão com aquele grupo especial de amigos.

Falamos aqui sobre os jogos principais, aqueles que são fáceis de encontrar no mercado e que levaram o autor à posição de destaque em que ele se encontra hoje. Mas sabemos que existem mais alguns, um pouco mais antigos, que não fizeram tanto sucesso assim. O que é um bom sinal, pois demonstra que houve uma evolução em seu processo criativo.

Obviamente, as preferências variam de pessoa para pessoa, o @etiojunior mesmo não gosta muito do Isle of Skye. Eu já acho fantástico, mas mesmo que ele fosse o jogo mais fraco, está longe de ser o “menos bom” da nossa coleção. Para mim, o mais incrível é o Oh my Goods! pelo conjunto da obra: caixa pequena, fácil de aprender, desafiador para dominar a estratégia, sorte moderada, dinâmico e divertido. Depois vem, na ordem: Mombasa, Broom Service, Isle of Skye, Great Western Trail (pode ser que este passe a um posto mais alto, ainda preciso jogar mais para ter certeza) e Port Royal.

Se você, leitor, caiu aqui, ficou curioso, e quer começar no hobby ou quer conhecer os jogos do Pfister, a ordem dos posts está mais ou menos crescente em complexidade, sendo assim o Port Royal o mais simples e o Mombasa o mais complexo.

Encerramos este especial por aqui! Continuem a acompanhar nosso blog!

Abraços dos tios.

 

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