Mombasa, jogo de tabuleiro, de Alexander Pfister.

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Agora a coisa ficou séria!!! Considerado por muitos o melhor jogo do Pfister, Mombasa chegou às prateleiras tupiniquins relativamente rápido depois de lançado na gringa (menos de dois anos). “Graças ao deus dos jogos!!! – tio Júnior na área”…

Ok, eu sei que já disse que muitos jogadores têm predileção por um dentre os jogos do Pfister, e isso será dito novamente no próximo post, porque Great Western Trail é o preferido de muita gente também. Isso acontece porque, desde os mais simples aos mais complexos, seus jogos abrangem todos os gostos “e todas as mecânicas possíveis e imagináveis”.

Esse jogo tem uma história interessante, pois o autor alega que seu princípio foi pensado quando ele ainda era criança e gostava de desenvolver seus próprios jogos. Depois de muitos anos ele foi aprimorado e se tornou esse grande jogo. “Grande em todos os sentidos!”, inclusive no de devorar mesas…

Para se ter uma ideia, ele está entre os 70 melhores jogos no ranking do Board Game Geek, que é o mais famoso banco de dados sobre jogos do mundo e é o 37º na lista de jogos estratégicos.

Em Mombasa os jogadores são investidores de companhias africanas, que exploram e vendem recursos como café, algodão, banana (“daí o jogo ser conhecido lá em casa como ‘o jogo da banana'”😂) e os trocam por diamantes, usam para expandir o mercado por meio da instalação de feitorias e investir em ações. Além disso, podem cumprir certos objetivos “contábeis”.

É um pifa-sinapses que, embora à primeira vista pareça ser impossível de aprender pelo detalhismo e quantidade de regras, que são simples, faz com que o tempo passe desapercebidamente, pois é muito gostoso de jogar (“com gosto de banana!”😒), apesar de ser estrategicamente pesado. Jogado em 7 longas rodadas, o vencedor é aquele que conseguir mais pontos, depois de fritar bastante os miolos! (“Meus miolos ainda estão travados com a pifa-sinapses…”🤣)

Seu grande trunfo é o de combinar muitas mecânicas simples, que se complementam e tornam o jogo mais complexo sem deixa-lo enfadonho. Pfister foi muito feliz ao equilibra-las sem deixar que uma delas dominasse o jogo e permitindo que os jogadores tenham várias possibilidades estratégicas para pontuar.

O maior destaque do jogo, em termos de mecânica, fica por conta do investimento em ações, pois os jogadores podem investir em qualquer uma das quatro companhias e um investimento errado pode colocar o próximo turno a perder ou beneficiar o adversário por conta da valorização das ações. É um passatempo que exige muito raciocínio, pois é necessário pensar nas próximas jogadas sempre.

Ele implementa muito bem o deck building, no manejo de recursos e o set collection com os objetivos dos livros a serem cumpridos e o controle de área com a instalação das feitorias no mapa da África. Tudo isso muito bem amarrado às outras mecânicas, o que abre um leque infinito de estratégias e rejogabilidade. Raiz. Hardcore. Visceral. “Nada tão Nutela como Isle os Skye, além de ter um tabuleiro enorme e liiiiiindo depois de montado!!!🤣

A desvantagem desse jogo, para alguns, é o tempo alongado da partida e, por isso, eu o considero um “jogo evento”, aquele que o grupo agenda uma jogatina com o objetivo de jogá-lo sem a pretensão inicial de jogar outros jogos. Isso dificulta um pouco a formação de mesas para jogá-lo, o que faz com que ele fique todo tristinho na prateleira por ser preterido várias vezes por conta dos jogos mais rápidos. No entanto, não se vê o tempo passar, de tão boas que costumam ser as partidas.

Cata esse ensaio sensual:

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Prêmios: International Gamers Award, como melhor jogo de estratégia, em 2016. Deutscher Spiele Preis Best Family, como melhor jogo adulto, em 2016; sendo indicado, recomendado ou finalista de outros 8 prêmios.

Jogadores: 2 a 4.

Tempo: em torno de 3 horas.

Mecânicas: mercado de ações, ação simultânea, ações programadas, deck building (construção de baralho) e alocação de trabalhadores.

Domínio: jogo de estratégia pesada.

Dificuldade: difícil.

Tema: economia.

Porque gosto (“amo”) desse jogo: Por tudo o que eu disse acima! E também porque ele possui um “modo tutorial” para as primeiras partidas, para que as regras sejam compreendidas antes que configurações mais complexas do jogo sejam colocadas na mesa. Mas o modo tutorial já é suficiente para deixar os jogadores desnorteados (no ótimo sentido). Um ótimo desafio para uma tarde de fim de semana.

Preço na editora: 279,90 (Meeple BR).

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4 comentários em “Mombasa, jogo de tabuleiro, de Alexander Pfister.

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