Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, de Leandro Narloch.

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Olá nerds do meu ❤️! Voltei!

Estava sumido por motivo de sérios problemas com a preguiça, com a ressaca literária que eu abracei e tenho levado comigo para todo lugar e também porque não sou obrigado, obviamente!

Mas sempre tem aquele momento de inspiração, aquele momento em que a pessoa recebe aquela entidade blogeirinha, aquele momento que o blog clama por uma entrada nova…

So… (Então, para você que não foi alfabetizado em inglês), esse momento chegou!

Espero que curtam a resenha deste livro que pode quebrar alguns paradigmas, fazer alguns disjuntores caírem em sua mente e te proporcionar uma visão diferente da história que conhecemos.

Narloch nos conta uma parte da história do mundo sob um prisma não convencional. Uma realidade que retrata um lado “diferente” de muitos dos heróis da humanidade, que não foram tão generosos quanto acreditávamos. É assim que Narloch, mais uma vez, revela um retrato pouco admirável de fatos e personalidades que influenciaram ou modificaram o curso da humanidade.

Sinopse:

Este livro é um guia contra a doutrinação que muitos brasileiros sofreram na escola. Não tem a pretensão de contar toda a história do mundo: seu alvo são os principais mitos sobre os últimos 2 mil anos que, apesar de terem sido derrubados há muito tempo por historiadores, prevalecem nos livros didáticos, nas provas do Enem, nas conversas de bar.
Cintos de castidade na Idade Média? Eles nunca existiram – pelo contrário, manuais de medicina da época diziam que o prazer sexual era essencial à saúde das mulheres. Milhares de crianças foram exploradas nas fábricas inglesas do século 19? Está certo, mas é bom lembrar que a Revolução Industrial, pela primeira vez, tornou o trabalho infantil desnecessário. E lembra aquela história de que as guerras e a miséria da África são consequência das fronteiras artificiais criadas pelos europeus? Há quase 30 anos historiadores e economistas africanos deixaram de acreditar nela. Abaixo da superfície, a história não é tão simples quanto aquele professor militante costumava nos ensinar.
Depois do sucesso do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil e do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, é hora de finalizar o trabalho. É hora de jogar tomates nas versões ultrapassadas da história do mundo.

O erro da ideia de que as máquinas roubam empregos é achar que os desejos humanos, e os empregos para satisfazer esses desejos, são finitos.

O livro pretende ser “um guia contra a ‘doutrinação’ que muitos brasileiros sofreram na escola”, mas ele não esgota a história mundial, mas, ao menos, desperta a curiosidade do leitor para enxergá-la sob o prisma de outras possibilidades, tão realistas quanto a que aprendemos com nossos professores.

Mas nem todos os efeitos da Revolução Industrial são positivos. Se é verdade que o capitalismo fez luxuosidades chegarem ao dia a dia dos pobres, tornou o trabalho infantil desnecessário e transformou a fome em problema de abundância ele também gerou consequências menos satisfatórias. Uma delas foi a proliferação dos intelectuais. Ao libertar as pessoas do trabalho do campo e dar força a indústrias de entretenimento, a Revolução Industrial multiplicou o número de indivíduos que poderiam se dar ao luxo de passar a vida em bibliotecas e escolas discutindo ideias –e reclamando (que grande ironia) dos terríveis efeitos do capitalismo.

O livro é uma crítica clara ao que se denomina de esquerda no Brasil, trazendo fatos que dessacralizam figuras como Gandhi, Madre Tereza de Calcutá e Samurais; confirmam que fascismo, nazismo e comunismo realmente não são as melhores alternativas para a humanidade; e colocam na posição de heróis o livre mercado, defensores dos ideais liberais e capitalistas.

A cargo da administração monetária local, chegou até mesmo a formular uma teoria financeira, mostrando que o aumento do dinheiro em circulação causa uma desvalorização da moeda e, assim, o aumento dos preços (coisa que até hoje muitos governantes ainda não entenderam).

Obviamente, como ocorre nos livros de Narloch, é um texto parcial, mas que conjugado com a história oficial faz com que ela tenha mais sentido, pois retira dela aquela ingenuidade e inocência típicas dos contos épicos que costumávamos estudar na escola ou ver alguns grupos defenderem até hoje.

Além de compartilhar os danos, o comércio transforma a paz num bem público essencial.

Esse é o papel deste livro para quem o lê livre de amarras ideológicas, com a mente aberta para o senso crítico e com o coracão seletivo para separar o que pode ser exagero do que pode ser plausível, assim como se deve fazer com qualquer leitura que possa envolver parcialidade do autor.

É preciso ter cuidado ao chamar as pessoas de fascistas. Enquadrar o adversário numa categoria abjeta é uma tática rasteira para se ganhar uma discussão.

Todo o livro é bom de ler, mas os capítulos sobre samurais, nazistas, fascistas (este traz um perfil interessante sobre nossos congressistas), Gandhi, Mao Tse Tung, agrotóxicos, África e comunistas merecem destaque.

Nem todo ser com cara de humano é humano.

Mais uma vez, só sobam elogios ao autor que, apesar de ter seu posicionamento muito claro quanto aos seu perfil ideológico, escreveu um texto não caricato como fazem alguns autores da mesma linha.

Duas das maiores vitórias dos operários que apoiaram o Maio de 68 foram o aumento do salário mínimo e a conquista da quarta semana de férias. Enquanto isso, nas comunas populares implantadas por Mao, chineses trabalhavam com números nas costas, numa tentativa do governo de abolir o nome dos cidadãos.

Se alguém quiser saber um pouco mais sobre a série Guia Politicamente Incorreto, basta clicar aqui!

Mas também é fato que os agroquímicos evitaram a derrubada de milhares de hectares de florestas. Afinal, se é possível plantar mais no mesmo espaço, fica menos necessário avançar sobre árvores para aumentar a área de cultivo.

Se vale a leitura? Sim, vale, mas ninguém é obrigado a concordar com tudo o que está escrito! E não se aventure por todos os títulos da série porque os livros dos outros autores não são legais. Leia apenas os do Narloch.

Dica do tio: leia de coração aberto. Mente aberta também. Só é possível concordar/discordar com propriedade de alguém se houver conhecimento de seus argumentos e fundamentos. Não seja massa de manobra de ninguém. (Repeteco da dica da resenha anterior).

Nota: 3,5/5,0 (recomendo)

Adquirido em: o e-book foi em 14/04/2016, o físico foi em algum momento do passado.

Lido de 21/02 a 30/03/2017.

Formato: e-book/livro físico.

Plataforma: meu companheiro Kindle e minhas mãos macias.

Quanto paguei: O e-book custou absurdos R$2,70, na Amazon. O físico com certeza foi bem mais caro que isso!

Editora: leYa Brasil.

Livros relacionados: Os Guias Politicamente Incorretos da História do Brasil, do Mundo e da América Latina; Justiça; O Que o Dinheiro Não Compra; O Capital no Século XXI e A Economia da Desigualdade.

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Sobre adsonamt

Advogado, servidor público, leitor inveterado, decidi criar esse blog para curtir um período sabático escrevendo sobre o que gosto de fazer. Minhas paixões: livros, chás, gatos, comida boa, música, board games e seriados (não necessariamente nesta ordem, depende da vibe do momento).

Um pensamento sobre “Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, de Leandro Narloch.

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