Leituras de Outubro.

Bom dia/ boa tarde/boa noite querido nerd/geek,

Esse “leituras do mês” vai ser mais um mamão com… (afff, mamão não, mamãe!) molezinha de escrever, pois Outubro foi um mês atípico e não consegui (na verdade nem tentei com afinco) cumprir as leituras programadas.

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Outubro seria o mês da leitura de mais livros LGBT. Eu havia planejado a leitura de 6 livros, ciente se que talvez eu conseguisse ler no máximo 4. Porém, consegui concluir a leitura de um e começar outro. Vou falar dos dois aqui, apesar de ter efetivamente lido um deles este mês de novembro. O motivo é simples, eu programei mais uma maratona Darkside 💀 para este mês, com quatro livros, e terei melhores condições de cumprir a meta de novembro e também organizo melhor meus planos aqui no blog.

Então novembro será de Maratona da Caveirinha 💀 e um dos livros vai ser, excepcionalmente, contabilizado nas leituras de Outubro por pertinência temática (LGBT).

O primeiro livro a ser resenhado é #47 Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, de Becky Albertalli. Simon é um menino gay que começa a se corresponder por email com um outro menino que ele não sabe quem é, que se identifica como Blue. Mas sabe que estudam na mesma escola. Mas ele não contava que Martin iria descobrir tudo e começar a chantageá-lo, sob pena de espalhar o segredo para toda a escola e prejudicar os planos de Simon em descobrir e conhecer seu crush.👬

Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.

Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar.

Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.

Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos.

A história envolve um grupo de amigos adolescentes, na mesma faixa de idade, seus conflitos na escola, que serve de cenário na maior parte do tempo, suas relações com os pais, enfim, questões muito clichês nos YAs.

E ter a sensação de que todos somos como casas com aposentos enormes e janelas pequenininhas.

Mas eu não vejo problemas em clichês dependendo da forma como eles são abordados. Neste livro, achei o tratamento dos temas secundários bem artificial. Já o tema central, que é a homossexualidade e seus conflitos, é discutido bem fora da realidade (ou em uma realidade bem exagerada, tipo num mundo de Pollyanna), sem qualquer conflito importante como ocorre na realidade.

Tudo bem que nenhum autor deve ter mesmo compromisso com a realidade, principalmente quando escrevem fantasias. Mas quando a temática se aproxima de nossas vidas, eu penso que deve haver um cuidado, uma medida, para que algo que deveria parecer ser real não ultrapasse a barreira para o surreal.

Ele falou sobre o oceano entre as pessoas. E que o objetivo de tudo é encontrar uma margem até a qual valha a pena nadar.

Além do que, em muitas passagens, a autora se coloca de maneira quase militante, tão politicamente correta que chega a ser pedante, como se a homossexualidade fosse tratada de maneira especial pela sociedade que ela criou, como se gays fossem melhores e mais privilegiados que as outras pessoas. Tratar com naturalidade, como algo tão normal quanto respirar, é bem diferente de levantar uma bandeira de maneira banal 🏳️‍🌈. Uma proposta que eu sinceramente não curti muito. Parece que essa geração tem necessidade de ter uma causa para militar e que suas ideias ou comportamentos não possuem espaço para críticas.

Não sei se é o momento atual, repleto de polarizações, que tem me cansado, mas nos últimos tempos tenho pensado assim. Não me julguem ainda, continuem lendo que vocês entenderão.

Mas sim, é uma leitura divertida, sem muita profundidade, sem muito o que pensar, que vale a pena pelo lazer que proporciona, com referências pops bacanas e com um desfecho surpreendente. Ok, nada fora do comum.

Sobre o autor: BECKY ALBERTALLI é psicóloga, o que lhe proporcionou o privilégio de trabalhar com muitos adolescentes inteligentes, estranhos e irresistíveis, e por sete anos foi orientadora de um grupo de apoio em Washington para crianças com não conformidade de gênero. Mora em Atlanta com o marido e os dois filhos. Simon vs. a agenda Homo Sapiens é seu primeiro livro.

Dica do tio: não alimente uma expectativa muito alta só porque todos falam bem de um livro.

Nota: Não vou mais dar notas aqui no blog. Mas se você faz questão de ver as estrelas, pode visitar meus perfis no Skoob ou no Goodreads. Depois não diga que a culpa é delas.

Adquirido em: 07/07/2016.

Lido: de 19 a 28/10/2016.

Formato: o querido e-book.

Plataforma: o amado Kindle.

Quanto paguei: absurdos 6,32 dinheiro.

Editora/Selo: Intrinseca.

Livros relacionados: Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo, One man guy, O terceiro travesseiro, A menina submersa.


A outra leitura de que preciso falar é #48 Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo, de Benjamin Alire Sáenz.

Sinopse: Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.

Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas – e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.

O curioso é que esta obra possui a mesma temática, os mesmos clichês, até mesmo uma mecânica parecida quanto ao romance dos dois rapazes.

O problema de tentar não pensar em uma coisa é que se acaba pensando ainda mais nela.

Mas este possui mais profundidade nos conflitos paralelos, que são mais densos. Os personagens secundários possuem questões importantes que influenciam no comportamento dos dois garotos, e isso fica claro, pois o autor soube trabalhar essas questões de maneira proporcional, sem tirar o foco e trazendo ainda mais beleza para a história. Não que em Simon… eles não tivessem, mas em Aristóteles e Dante… essas questões ganham um tratamento mais sóbrio, mais pé no chão e com beleza, sensibilidade, naturalidade, com poesia… Mas de maneira equilibrada, sem ser pedante e sem entrar no mundo de Pollyanna.

O livro contém, além da homossexualidade, temas como: tabus familiares, questões étnicas, pois os personagens vivem nos Estados Unidos, mas são de origem mexicana, as responsabilidades de um adolescente com o trabalho e estudo, a guerra. Tudo retratado de uma maneira sublime e próxima da realidade.

Apesar de se passar na década de 80 (kédizê não tem referência a telefones celulares, emails e toda essa parafernália tecnológica com a qual estamos acostumados a nos estressar), esses conflitos são totalmente atemporais. Mais um ponto para o autor. Acho que tempo de experiencia de escrita, neste caso, conta muito.

É que o amor sempre me foi pesado. Algo que eu precisava carregar.

A escrita de Benjamin é de chorar. É fácil ficar emocionado em alguns capítulos. Obviamente há uma dedicação de Clemente Pereira, que fez um trabalho de resultado primoroso. Creio que isso ocorre quando há uma uma sintonia entre autor e tradutor. Não é a toa que a obra é premiadíssima.

– Fui nadar hoje – ele disse.
– Como foi?
– Amo nadar.
– Eu sei.
– Amo nadar. – Dante repetiu. Depois ficou em silêncio por uns instantes. E então continuou:
– Amo nadar… e você.
Fiquei calado.
– Nadar e você, Ari. São as coisas que mais amo.

Oooooooooooooooooooowwwwwwwwwwwwwwwnnnnnnnnnnnnnnnn!!!

É de vomitar arco-íris!!!

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Fácil de ler, com períodos e capítulos curtos, um final de preencher o ❤️. Essa foi, sem sombra de dúvidas, uma das melhores leituras de 2016. É LINDO, LINDO, LINDO E LINDO! Fiquei muito emocionado com essa leitura e recomendo fortemente que você leia! É você mesmo! Agora! Já começou a ler? Termina logo o que você esta lendo então! Demorou!

Sobre o autor: BENJAMIN ALIRE SÁENZ nasceu em 1954, no Novo México, Estados Unidos. É chefe do departamento de escrita criativa da Universidade do Texas em El Paso e escreve prosa e poesia para jovens e adultos. Seu primeiro livro de poemas, Calendar of Dust, ganhou o American Book Award em 1992. Em 2013, Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo foi escolhido livro de honra do Michael L. Printz Award e recebeu o Stonewall Book Award, entre vários outros prêmios.

Dica do tio: tenha algo por perto para secar lágrimas caso você seja um ser humano emotivo.

Nota: Não vou mais dar notas aqui no blog. Mas se você faz questão de ver as estrelas, pode visitar meus perfis no Skoob ou no Goodreads. Depois não diga que a culpa é delas.

Adquirido em: 25/08/2016.

Lido: de 29/10/2016 a 08/11/2016.

Formato: o suculento e-book.

Plataforma: o venerado Kindle.

Quanto paguei: uma fortuna de 12,80 dinheiros.

Editora/Selo: Companhia da Letras/Seguinte.

Livros relacionados: Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, One man guy, O terceiro travesseiro, A menina submersa.

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Sobre adsonamt

Advogado, servidor público, leitor inveterado, decidi criar esse blog para curtir um período sabático escrevendo sobre o que gosto de fazer. Minhas paixões: livros, chás, gatos, comida boa, música, board games e seriados (não necessariamente nesta ordem, depende da vibe do momento).

5 pensamentos sobre “Leituras de Outubro.

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