O Projeto Ascendant, de Drew Chapman.

81xSh2P1B2LHoje vamos conversar sobre um personagem que é escalado para resolver uma situação que envolve conhecimentos especializados, conspirações, muita ação e uma mulher que mexe com seus instintos mais primitivos. E que pode (ou não) salvar a humanidade de um grande evento catastrófico.

NÃO! Não é o Robert Langdon! É muito mais legal que o professor chatinho, certinho, quadradinho, pudiquinho do Dan Brownzinho. Mas é impossível não fazer uma comparação!

Vem com a gente saber um pouco sobre Garret Reilly, personagem principal desta belezinha que é O Projeto Ascentant, de Drew Chapman.

SINOPSE: Números não mentem. Governos, sim. Garrett Reilly, aos 26 anos, tem poucas preocupações na vida: fumar maconha, jogar videogame e ganhar muito dinheiro como o melhor funcionário de uma corretora de Wall Street. Ele tem uma habilidade especial: reconhece padrões onde pessoas comuns veem apenas o caos. E é assim que percebe uma torrente de títulos da dívida pública do governo dos Estados Unidos sendo oferecida de uma só vez no mercado, o que causaria a ruína da economia norte-americana… Mas isso pode representar algo ainda mais grave. Há uma guerra sendo travada, e ninguém foi capaz de notá-la. Quedas nas bolsas de valores, enormes desvalorizações imobiliárias, caos e destruição em servidores do Google. Sem dúvida, um inimigo poderoso está por trás de todas essas ações. E, para combater essa ameaça, as Forças Armadas precisam de alguém diferente, alguém preparado para desafios mais complexos em tempos mais difíceis. Em meio a um mundo de incertezas, resta a grande dúvida: seria Garrett Reilly o homem certo para salvar os Estados Unidos?

Garret Reilly é o personagem principal desse eletrizante thriller de conspiração escrito por Drew Chapman. C-L-A-R-O que o enredo é cheio de clichês típicos dos romances em que um americano tira onda de herói que vai salvar a humanidade de alguma tragédia. Mas o acerto de Chapman foi criar um personagem totalmente desajustado, desleixado e arrogante porém mais carismático, engraçado e politicamente incorreto, com a sexualidade mais bem resolvida (ele não é gay, não resiste aos encantos femininos, mas o autor deixa uma brecha que dá a entender que ele não dispensa sexo, principalmente se envolver algum interesse), extremamente inteligente e que sabe tocar o foda-se, nem que seja para voltar atrás depois. Ao contrário de Robert Langdon, que não bebe, não fuma e não fode faz amor e ainda é chato que dói!

Esse é nosso “herói”!

A vida de Garret não foi fácil, nem antes e nem durante os dois meses em que se passam a história. Ele perdeu seu irmão para a guerra, sua mãe vive em situação precária, alcoólatra e doente, além de não gostar de Garret. Seu único referencial de família é Avery, um ex-professor que o conheceu em Yale quando ele fazia o curso de matemática, mas acabou desistindo do curso por conta do desastre com o irmão e tomou outro rumo na vida. Mas, mesmo assim, eles mantiveram a amizade.

Na maioria das vezes em que estava sóbrio, estava irritado: com os pais, com o irmão, com o governo, com as empresas, com o chefe. Com tudo e com todos. Considerava a raiva uma constante – seu estado de equilíbrio.

Então, Garret estava sossegado, trabalhando no mercado financeiro e fumando seu baseado nos tempos vagos, quando foi levado a compor uma equipe da segurança dos EUA, por ter uma habilidade acima do normal de reconhecer padrões, para enfrentar uma guerra assimétrica, provocada pelos chineses, que começou por meio de prejuízos provocados na bolsa de valores e no mercado imobiliário dos EUA.

A partir daí inicia-se uma guerra cibernética, com o objetivo de estabelecer o caos na economia e na política e o medo na vida das pessoas. O risco do desencadeamento de uma guerra tradicional, com mísseis, navios, aviões e o caralho tudo mais é enorme. Além disso, Garret é obrigado a lidar com todo tipo de consequências decorrentes das divergências encontradas dentro do próprio governo americano e que lhe renderam graves efeitos.

Desestabilize o inimigo mais poderoso por meio de ataques de surpresa à sua infraestrutura e a seus suprimentos militares.

A história envolve conspirações dentro e fora dos EUA, relações diplomáticas tensas, geopolítica, tecnologia, uso dos veículos de comunicação, sexo, traições, disputa por poder, hackers e, como não poderia faltar na receita de bolo, uma paixonite que cega e transforma o comportamento do personagem principal.

Enquanto isso, um “novo Mao Tsé-Tung” surge na China e começa a plantar uma nova revolução, uma nova guerra civil, contrária ao regime de governo chinês que conhecemos.

O interessante do livro é que, ao contrário de Langdon, Garret evolui e amadurece no decorrer da trama e vai ficando cada vez mais interessante. Não é bem aquele personagem que o leitor já sabe o que esperar. Ele às vezes pega o leitor de sobressalto. Além do que, o inimigo “não se faz de” e não é coitadinho, ao contrário, é uma potência mundial com um poder bélico de grandeza desconhecida. Sem contar que a heroína, Alexis Truffant, não carrega aquele ar soberbo e imaculado das mocinhas de Dan Brown.

Isso tudo, misturado, dá um resultado bem interessante. A leitura flui muito bem, linguagem fácil, tradução boa, capítulos curtinhos, ideal para um final de semana em casa.

No entanto, algumas pontas ficaram soltas e alguns personagens não convencem muito, mas nada que deixe a leitura menos interessante. Vale a pena, principalmente para quem curtiu as primeiras obras de Dan Brown e leu Jogador Nº 1, de Ernest Cline, que é juvenil comparada a O Projeto Ascendant.

Meu único medo é que Chapman abuse da fórmula e do personagem e se torne um Dan Brown da vida, que, na minha singela opinião, caminhou em uma descendente qualitativa em sua obra, que ficou batida. Seu último livro, Inferno, é esquecível, perda de tempo. Mas quero ler mais de Garret Reilly. Espero que as outras obras cheguem logo no Brasil.

Ah! E os direitos do livro foram adquiridos pela Fox para dar origem a uma produção de TV. Acho que vai ser sensacional

Sobre o Autor:

Drew Chapman é um roteirista norte-americano, formado em História, que estreou na literatura com O Projeto Ascendant, em 2014. Trabalhou para vários estúdios, dentre eles a Disney, Sony e Warner e continua atuando na indústria televisiva.

Dica do tio: dá pra ler numa tacada só!

Nota: não vou mais dar notas aqui no blog. Eu adorei os livros e recomendo muito a leitura. Mas se você faz questão de ver as estrelas, pode visitar meus perfis no Skoob ou no Goodreads. Depois não diga que a culpa é delas.

Adquirido em: 04/04/2016.

Lido:  de 18 a 25/08/2016.

Formato: E-book.

Plataforma: meu querido Kindle!

Quanto paguei: 11,78, na Amazon.

Editora/Selo: Record.

Livros relacionados: Jogador Nº 1, Código da Vinci, Anjos e Demônios, Fortaleza Digital.

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Sobre adsonamt

Advogado, servidor público, leitor inveterado, decidi criar esse blog para curtir um período sabático escrevendo sobre o que gosto de fazer. Minhas paixões: livros, chás, gatos, comida boa, música, board games e seriados (não necessariamente nesta ordem, depende da vibe do momento).

4 pensamentos sobre “O Projeto Ascendant, de Drew Chapman.

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