Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira, de Leandro Narloch.

61GGtwxjXSL._SY346_O melhor livro da série “Guia Politicamente Incorreto…” lido até agora. Narloch traz um panorama, sob o ponto de vista liberal, do modus operandi da economia brasileira.

O que o diferencia de outros autores atuais de livros críticos à dita esquerda é que ele não é histérico como o Rodrigo Constantino e aquele que dizem que é filósofo Olavo de Carvalho. Retrata um ponto de vista mais racional, com alguma pesquisa, alguns dados interessantes e um didatismo de fazer inveja a muito professor. Uma leitura leve, rápida, que pode ser feita numa bela tarde de chuva ou num fim de semana de friaca.

Sinopse: Se amanhã você acordar com a estranha decisão de prejudicar os trabalhadores brasileiros, espalhar a miséria e a corrupção e aproximar o país do Apocalipse, saiba que assim estará lado a lado com diversas das leis e medidas econômicas que o governo pratica todos os dias – e que têm como apoiadores ativistas corretos e políticos bem-intencionados. O bom mocinho é o maior vilão da economia brasileira. Foi com a intenção de desmascará-lo que nasceu este livro – um guia contra as vacas sagradas do discurso econômico politicamente correto. Ao revelar os clichês econômicos repetidos diariamente por quem se considera herói contra a opressão, a desigualdade de renda e a insegurança da indústria nacional, Leandro Narloch mostra que é justamente por meio desses argumentos enganosos que perpetuamos o freio do desenvolvimento e do enriquecimento da população.

Não é uma obra aprofundada sobre economia, nem tem essa pretensão. Mas digamos que seja uma boa maneira de entender, de um jeito simples e até mesmo um pouco divertido, algumas das “regras de ouro” e com exemplos bem legais. O autor não foge, obviamente, de temas polêmicos. Excluindo a parcialidade que o autor deixa evidente, afinal são suas convicções (juro que ele não exagera), digamos que pode ser uma iniciação aos temas de economia.

Algumas passagens do livro me chamaram atenção, especialmente a do efeito da TV na taxa de natalidade, a questão dos sindicatos no Brasil e o último capítulo que compara três presidentes da República Velha, com outros três da ditadura militar e os últimos três presidentes do Brasil (sem contar Temer), e demonstra como a história se repete (um conserta e ou outro vai lá e caga estraga tudo).

Imagine uma pessoa que quebra as suas pernas e logo depois dá a você um par de muletas, dizendo “veja, se não fosse por mim, você não seria capaz de andar”. É mais ou menos assim a ação do Estado brasileiro na pobreza e na desigualdade. Ele concede privilégios a grandes empresários, mantém aposentadorias milionárias, torna os produtos do supermercado mais caros para os pobres e obriga todo trabalhador a investir numa conta que reajusta menos que a inflação. Depois, como se nada tivesse acontecido, se diz muito preocupado com os pobres, e anuncia um programa de transferência de renda para reduzir a miséria e a desigualdade que ele próprio criou.

Depois é bom partir para livros com um pouco mais de conteúdo, como os do Michael Sandel, Piketty, Mises…, que é o que farei. Já li Justiça do primeiro autor (que é muito bom!) e pretendo reler em breve, por ser mais imparcial.

O autor faz referências a pensadores reconhecidos como Adam Smith, Nozick, John Rawls, Joseph Stiglitz, Thomas Piketty, Friedrich Von Hayek, Milton Friedman… A mensagem que ficou após a leitura é que a história é mesmo cíclica e ardilosa; e que muitos argumentos utilizados nos mimimis das redes sociais são dotados de uma conveniência traiçoeira. O autor retira muitas dessas máscaras expondo as contradições dos discursos mais inflamados.

Se vale a leitura? Sim, vale, mas ninguém é obrigado a concordar com tudo o que está escrito! E não se aventure por todos os títulos da série porque os livros dos outros autores não são legais. Leia apenas os do Narloch.

Dica do tio: leia de coração aberto. Mente aberta também. Só é possível concordar/discordar com propriedade de alguém se houver conhecimento de seus argumentos e fundamentos. Não seja massa de manobra de ninguém.

Nota: 3,5/5,0 (recomendo)

Adquirido em: 22/12/2015.

Lido de 08/06 a 10/06/2016.

Formato: e-book.

Plataforma: meu companheiro Kindle.

Quanto paguei: Foi GRÁTIS (eu tinha algum cupom, o preço normal era R$9,95), na Amazon.

Editora: leYa Brasil.

Livros relacionados: Os Guias Politicamente Incorretos da História do Brasil, do Mundo e da América Latina; Justiça; O Que o Dinheiro Não Compra; O Capital no Século XXI e A Economia da Desigualdade.


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Sobre adsonamt

Advogado, servidor público, leitor inveterado, decidi criar esse blog para curtir um período sabático escrevendo sobre o que gosto de fazer. Minhas paixões: livros, chás, gatos, comida boa, música, board games e seriados (não necessariamente nesta ordem, depende da vibe do momento).

4 pensamentos sobre “Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira, de Leandro Narloch.

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