Trilogia Fundação – de Isaac Asimov

trilogia fundDepois de algumas expectativas frustradas com o Inferno (né @adsonamt?), tá na hora de falar de coisa boa. Tá na hora de falar de Jequiti…😋Não espera… 😂

Hoje, caros nerds, vamos falar um pouco de um dos mais famosos e produtivos escritores de ficção científica de todos os tempos, Isaac Asimov e sua trilogia original da “Fundação”.

Conhecido no mundo todo e até você provavelmente já ouviu falar nele (daquele seu amigo ainda mais nerd que você, que já indicou algum livro dele, e você não deu trela😝), Asimov criou com esta trilogia um fantástico universo futurista, permeado por cientistas, psicólogos, historiadores, comerciantes, bárbaros, imperadores e uma tonelada de palavras compostas com “nucleares”, “quânticos”, “atômicos”, “radioativos”, etc. Tudo isso escrito lá por mil novecentos e meu pai era virgem(entre 1950 e 1960😱)!!!

Seus livros deram origem a filmes como “Eu, Robô”, com Will Smith e “O homem bicentenário”, com o falecido humorista Robin Williams.
É minha gente, o cara não era pouca coisa não. Você pode até me dizer: “Ah, mas naquela época já existiam grandes outros autores famosos que escreveram e criaram mundos e universos igualmente complexos!!!”. Mas Asimov além de escritor era um cientista de fato (li na internet que ele era um bioquímico), e criou uma versão de futuro da humanidade baseada em suas previsões científicas e não apenas em achismos ou mundos fantasiosos de  monstros e seres mágicos.
Mas claro, na “Fundação” você também vai achar muita coisa surreal, afinal de contas o cara também não era nenhum oráculo. Então é fácil rir de alguns apetrechos eletrônicos que seus personagens usam, como relógios e telas atômicos, cintos nucleares e ainda perceber que todo mundo ainda usa papel e carimbo no ambiente de trabalho (😂😂😂)!!!

Mas vamos deixar a ladainha de lado e partir para os comentários sobre esta incrível trilogia.

Fundação

fundacaoAqui o leitor é inicialmente ambientado num universo de mais de 12 mil anos a frente do nosso. Então não é aquela coisa que você consiga imaginar como realmente vai ser. Afinal, dentro de 12 mil anos a própria humanidade pode estar extinta. Nunca se sabe🤔.
Nos é rapidamente apresentado, também, Hari Seldon, aquele que posso afirmar ser o único personagem principal da trilogia, muito embora não esteja fisicamente presente em toda trama! Entendeu? Não? Então vai ter q ler o livro porque aqui não tem spoiler… Ou talvez tenha?😛
Seldon é um psicólogo que usa a matemática e a ciência da psicologia para fazer grandes previsões para humanidade e, com isso, descobre que ela está fadada a um período de 30 mil (ou seriam 3 mil🤔) anos de caos e anarquia.
Primeiramente situado em um planeta que é o centro do Império da galáxia, Hari, suas ideias e seus seguidores são exilados nos confins da Via Láctea onde poderão desenvolver suas teorias bem longe do centro político. Afinal, quem em sã consciência acreditaria em um cientista que usa psicologia e matemática para prever o futuro da humanidade?
E é aí que realmente o livro inicia. Lá longe, na borda da Galáxia, é a Fundação que começa a se estabelecer religiosa, econômica e tecnologicamente sobre os demais planetas primitivos que a contornam. Os cientistas são tomados como sacerdotes e carregadores da força e palavra divina.
Enquanto isso, o império continua seguindo seu rumo em direção ao declínio.

Fundação e império.

fund e impApós alguns séculos, o Império começa finalmente a declinar. A Fundação de Hari Seldon já possui um domínio econômico sobre boa parte da periferia da galáxia e a expansão de seus domínios em direção ao planeta imperial é iminente.
Neste segundo livro o foco é o poder do comércio e o capitalismo sobre as grandes massas. A fim de manter sua influência pujante sobre os demais planetas (que em séculos anteriores dependiam “religiosamente” da Fundação), a tecnologia passa, então, a ser introduzida como instrumentos e mecanismos facilitadores da vida.
Porém, uma ameaça externa prepara seu ataque contra os domínios da Fundação. Algo que nem as previsões estatísticas de Hari Seldon foram capazes de antecipar por se tratar de uma anomalia totalmente perigosa e imprevisível, porém com suas fraquezas.
Neste volume percebemos uma grande mudança na linha política que guia a Fundação. Seus mandatários não são mais escolhidos por meios democráticos, mas sim através de linhagem sanguínea. Nota-se aqui uma faísca de que a Fundação pode padecer sob os mesmos problemas que o já decrépito império. Ou também que o amor pode por tudo a perder.

Segunda Fundação

segunda fundApós uma série de reviravoltas descritas no segundo livro, a parte final da trilogia trata da busca de uma provável Segunda Fundação, escondida no outro lado da galáxia pelo próprio Seldon.
Não posso me estender muito sobre isso sob pena de dar spoilers.
Mas este último volume possui uma história muito mais linear e coesa. Sem todos aqueles grandes saltos temporais que acontecem várias vezes no primeiro livro.
Aqui também são apresentados uns dois ou três personagens que são o foco desta parte da trama. Mas como eu disse lá em cima, Hari Seldon é o único personagem principal (pelo menos pra mim😜).
Com um final surpreendente, Asimov conclui a trilogia com maestria. E após três volumes, você passa a se questionar e perceber como as grandes massas populacionais podem ser facilmente manipuladas (seja pelo medo, religião, economia, tecnologia, etc) e que toda a trama apresenta temas tão atuais e que são facilmente observáveis em toda a história da humanidade recente.

Bom, eu fico por aqui. Já escrevi de mais e se você leu até aqui, é porque tem realmente interesse em se debruçar sobre o fantástico universo construído por Isaac.

Vai por mim. Vale a pena! Tanto que dá vontade de ler logo os outros quatro livros da “trilogia”…

Dica do Junior: Leia a trilogia toda de uma vez. Os livros, apesar de finos, são muito densos em informações e personagens, então fica fácil esquecer fatos importantes entre um livro e outro se você deixar passar muito tempo entre um e outro. Se se perder no primeiro livro leia o prólogo do segundo.

Nota: 4,5/5,0 (Recomendíssimo).

Adquirido em: Presente de um amigo nerd, em janeiro/2015.

Lido no último trimestre de 2015.

Formato: Livros impressos.

Plataforma: Minhas mãos.

Quanto paguei: De grátis.

Livros relacionados: Eu, Robô; Guia do mochileiro das galáxias; Fundação e terra; Origens da fundação; Prelúdio à Fundação; Limites da Fundação; Viagem ao centro da terra; e todos os demais do Asimov.

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Sobre Etio_Junior

Advogado não praticante, servidor público distrital, adorador de animes, mangás, felinos, séries humorísticas, de super heróis e terror/suspense; amante de filmes de diversos gêneros (apesar de não assistir tantos quantos gostaria), video games de ação, aventura, tiro, lutas (adoooro!!! - apesar de ser péssimo nesse tipo de jogo) e com um pequeno dom para desenhar, eu tento fazer de tudo um pouco para deixar a vida mais e mais feliz a cada dia.

10 pensamentos sobre “Trilogia Fundação – de Isaac Asimov

    • Muito obrigado pelo comentário, Kelen.😁
      Admito que quando iniciei a jornada pela saga da Fundação estava um pouco cético pois, apesar de eu gostar bastante de política, nunca pensei que me tornaria fã de um romance de ficção cujo tema principal fosse política.
      E olha q eu A-D-O-R-O ficção científica!!!🤖
      É claro que a tecnologia, a psicologia e a matemática usadas na trama para prever os grandiosos eventos populacionais em escala galáctica são parte importantíssima da trama.
      Mas o foco político/religioso é muito forte. Não existem grandes batalhas épicas; encontros de heróis e vilões definitivos ou romances arrebatadores. Contudo, a tensão que vc fica durante a trama, tentando imaginar qual o próximo passo da Fundação para conseguir alcançar seus objetivos te faz querer devorar o livro todo de uma vez.
      É incrível!🤓
      Penso que mesmo os menos ligados à questões políticas, ou até aqueles que repudiam essa temática, vão se pegar divagando sobre o futuro da Fundação.
      Quando vc terminar a trilogia, conte-nos o que achou.
      Abraço.

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