Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.

images.livrariasaraiva.com.brFahrenheit 451 é um clássico da ficção científica, editado pela primeira vez em 1953, cujo título faz alusão à temperatura que o papel atinge quando queima.

Ray Bardbury relata a história de Guy Montag, um bombeiro americano de alguma época futura. No lugar e no tempo retratado pelo autor, os bombeiros não apagam incêndios, mas os provocam queimando os livros que forem encontrados nas casas do lugar (que também podem ser queimadas a depender o tamanho da biblioteca), pois é proibido tê-los, portá-los ou guardá-los.

A rotina de Montag dá um sobressalto quando ele encontra Clarisse McClellan no caminho do quartel ao iniciar mais um dia de trabalho. Ela lhe mostra um mundo ao qual ele não está acostumado e a partir de então Montag passa a rever toda a sua vida.

A narrativa é uma crítica (não sei se intencional) a qualquer sistema alienante: a mídia (o autor imaginou nesta obra um rudimento do que são hoje os tais reality shows), questões políticas, a inquisição medieval ou a doutrinação religiosa ou político-partidária atual.

É, sem sombra de dúvidas, um dos melhores livros que já li, uma clássico cada vez mais atual, sendo um dos pontos altos do livro localizado fora do enredo: o posfácio, no qual o autor faz um arrazoado muito interessante que justifica sua obra.

O livro deu origem a um filme homônimo de 1966, mas, em razão das limitações tecnológicas da época, não deu pra reproduzir elementos da história do livro que dependeriam de efeitos de computação gráfica. Poderiam fazer um remake para conferirmos o Sabujo Mecânico em ação!

Sobre o autor: Ray Bradbury, nascido em 1920 nos EUA, é um dos grandes expoentes da ficção científica, juntamente com H. G. Lewis (O Homem Invisível), Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo), George Orwell (1984 e A Revolução dos Bichos), Isaac Asimov (Série Robôs), dentre outros e pode ter inspirado autores mais atuais como Douglas Adams (Guia do Mochileiro das Galáxias) e Ernest Cline (Jogador Nº 1[resenha em breve]). Dentre suas outras obras, editadas em português, posso citar, embora sem ter lido ainda: Crônicas Marcianas, A Cidade Inteira Dorme e Outros Contos, O Zen e a Arte da Escrita e a Árvore do Halloween.

Conselho do tio: deixa pra ler a parte pré-textual DEPOIS! Mas não deixa de ler!

Nota: 5,0/5,0 (Recomendadíssimo).

Adquirido em: 16/06/2015, na Amazon.

Lido de 14 a 18/12/2015.

Formato: e-book.

Plataforma: Kindle.

Quanto paguei: R$ 9,90 (- R$ 2,48 de cupom promocional saiu por R$ 7,42).

Livros relacionados: 1984 (George Orwell), Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley) e Jogador Nº 1 (Ernest Cline), Vigiar e Punir (Michel Foucault). Critério de relação: pertinência temática (alienação, distopia).

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Sobre adsonamt

Advogado, servidor público, leitor inveterado, decidi criar esse blog para curtir um período sabático escrevendo sobre o que gosto de fazer. Minhas paixões: livros, chás, gatos, comida boa, música, board games e seriados (não necessariamente nesta ordem, depende da vibe do momento).

15 pensamentos sobre “Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.

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